quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Uniform Behavior


Aula prática de ginecologia em Uniform Behavior

Dirigido pela inglesa Anna Span, Uniform Behavior parece um filme trivial feito por um homem muito louco e, sem dúvida, para homens. Mas para quem pensa que filmes para mulheres tem que ser sutis, delicados e com histórias de amor, Anna Span joga um balde de água fria. A diretora mostra histórias e situações incomuns e de muito sexo sem pudor. Ela poderia até ser taxada de exagerada, mas conserva a sutileza e a ausência da costumeira violência e desdém com as atrizes.

O expectador se surpreende com ideias aparentemente simples. Mulheres transam loucamente com homens de uniforme. O filme tem cinco histórias distintas. Na primeira uma mulher participa de uma aula prática de ginecologia e pelo bem da ciência transa com quase todos os estudantes, além professor. Na segunda história duas amigas chamam os bombeiros para socorrer uma “gatinha” que ficou presa numa árvore e transam sem vergonha na frente de outros bombeiros. Em outra história uma mulher chama a polícia e acaba transando com dois policiais. Na quarta história duas enfermeiras atacam um paciente em tratamento. Já na última história duas ninfetas fazem a alegria de soldados do exército.

A atuação das atrizes podia ser melhor, faltou orgasmos mais convincentes. O filme não tem trilha sonora e a música de abertura lembra algo circense. Pode-se dizer que tecnicamente parece um pouco mal feito. Ainda assim, o filme vale a pena pela coragem e sensibilidade de Anna Span.

domingo, 28 de agosto de 2011

Sinopse: Exchange Student


Produtora: Sweet Sinner
Direção: Nica Noelle
Atores: David Perry, Manuel Ferrara, Nicole Ray, Marco Banderas, Elexis Monroe, Chayse Evans, Dia Zerva.
Duração: 107 min
Lançamento: 2010

Sinopse:
Todo estudante deveria passar um semestre estudando no exterior - e a jovem e gostosa Chayse Evans vai para a França estudar psicologia sexual. Mas será que a linda morena pensa apenas na lição de casa ou ela está mais interessada no prazer carnal? Quando Chayse chega à casa do ​​casal francês Elexis Monroe e David Perry, o palco está montado para a decepção, encontros secretos e sexo quente e proibido!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Days Without Youth, por Viv Thomas

Enredo e boa atuação são pontos fortes de Days Without Youth
Days Without Youth é um pornô profundo, sem trocadilhos. Trata-se de um filme novo, de 2010, mas sem dúvida um clássico produzido com extremo profissionalismo pelo mestre do pornô lésbico, Viv Thomas.

Dias sem Juventude, em tradução literal, conta a história de um casal à beira dos 40 anos e com 10 de casamento. A rotina de tanto tempo de casados e sua própria vida de trabalho deixam a mulher, Lisa, muito infeliz. Ela mostra isso claramente durante suas transas com o marido. A frustração da atriz é clara, quando ela louca para transar vê seu marido gozar em sua boca antes do sexo.

Porém, em outro dia ela se depara com a filha do primeiro casamento do marido, uma garota de 20 e poucos anos passando uns dias em sua casa. Acontece uma química fantástica entre as duas e se desenvolve uma relação muito intensa.

Um clássico inusitado. Para se ter uma ideia, a trilha sonora toca o Noturno, de Chopin. Apenas imaginar pode parecer estranho, mas assistir é uma experiência indescritível.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Debutantes 2008, a vez de Bruna Alves

Debutantes 2008, com a revelação Bruna Alves
O Filme das Brasileirinhas. Graças a Bruna Alves, atriz da terceira transa de Debutantes 2008. De acordo com a produtora é a "primeira vez das atrizes". Provavelmente a primeira vez nas Brasileirinhas. Pouco importa. O que importa é Bruna, linda, graciosa e muito gostosa. Uma beleza natural e encantadora.

O enredo da história com a terceira debutante também contribui muito para o bom andamento da trama. Nela Dom Picone dopa e sequestra Bruna com o pretexto de ajudá-la a realizar sua maior fantasia: transar com dois ao mesmo tempo. Ele traz um amigo e a leva para um motel. Vendada a moça transa, a princípio sem saber, com os dois. Quando a presença do amigo é revelada ela se assusta, mas logo entra no clima. Até aí ocorre o óbvio e de fato, ela parece uma debutante e demonstra certo nervosismo. Mesmo longe de uma atuação perfeita a transa se desenvolve com boa naturalidade. A história é interessante, a ideia do papel de Dom como dominador e professor também é muito boa.

Entretanto, a produção tem vários quesitos que deixam muito a desejar. Nesse sentido segue a mesma lógica de pouco profissionalismo, descaso ou seja lá o que for. Seria muito bom se Dom Picone e seu amigo Pitt Garcia não abrissem a boca. Eles cometem constantes atentados contra língua portuguesa. Naturalidade nada tem a ver com improviso mal feito. Outro ponto é que as demais atrizes simplesmente não atuaram, seja por nervosismo ou incompetência mesmo. Muito embora o desempenho sexual de Dom e Pitt sejam bem satisfatórios.

Contudo, a história interessante e a revelação de Bruna Alves fazem o filme valer a pena.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Le Chagrin

O volume de pornografia disponível na web é homérico. Porém, quando se aplica o filtro da qualidade, a quantidade de sites interessantes se torna ínfima. Um desses é o Le Chigrin. Site de fotos pornô artísticas de muito bom gosto.

Durante curtos 14 meses o site detonou conteúdo de altíssima qualidade na web.

É difícil entender porque durou pouco. Mas, vamos rever aqui esporadicamente algumas imagens.

Le Chagrin, 18 de Julho de 2008.

Le Chagrin, 28 de Julho de 2008.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Cleópatra: o expectador no filme

Capa do DVD Cleópatra
Os filmes de Private são feitos com muito profissionalismo. As produções são filmadas em película, fato raro hoje em dia. Trilhas sonoras, figurino e a fotografia são de extrema qualidade. Mas, a grande sacada está na interação do expectador na trama.

Em Cleópatra o expectador sai da condição de voyeur para se juntar à produção. As atrizes olham constantemente para a câmera, o que provoca o expectador, embora no início cause certo desconforto. A produção é cara, com cenários interessantes e figurino rico.

O filme conta com mulheres bonitas e naturais, sem silicone. Os homens são fortes, mas não parecem halterofilistas. Além, disso a maquiagem dos atores é muito bem feita, pois não se vê manchas ou tufos incômodos de cabelos.

Tudo muito profissional, como tem que ser.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Five hot stories for her

Em A Good Girl a boa atuação é destaque 
Um filme brilhante. Difícil definir de outra forma. Mas, antes de falar do filme precisamos falar de seu criador, ou melhor, criadora. Quem assina a obra é Erika Lust, sueca de 34 anos, formada em ciências políticas e feminismo.

Porém, o lado pornógrafa é o que nos interessa. Erika faz filmes para mulheres, pensando apenas em agradar o olhar das mulheres. Mas, ela agrada a todos. Em Five hot stories for her (2007) vemos a compilação de cinco curtas-metragens com roteiros muito bem elaborados. A atuação dos atores é impressionante. Sem a promessa explícita de orgasmos reais o que se vê são: orgasmos. De verdade? Pouco importa, o que vale é a atuação primorosa que faz o telespectador acreditar na história.

O primeiro curta é uma história entre lésbicas sensacional, que faz lembrar o melhor de Viv Thomas e Anna Span. Trata-se de Something about Nadia. Uma trama envolvente entre duas personagens principais que aparentemente não tem nada em comum. Uma asiática magra e outra morena bem avantajada e tatuada. Tudo é bem harmônico, da trilha sonora à fotografia, até os orgasmos memoráveis.

Jodetecarlos.com é a segunda história. A mulher de um jogador de futebol que pega seu marido na cama com outra e para se vingar resolve trair o marido com dois homens. Jodete filma sua revanche e coloca na internet. Não, ela não entra na transa com seu marido e a amante. Por isso, essa história foge da lógica de um filme convencional. O que complica essa trama é que um dos atores parece ter dificuldade em ter uma ereção e fica se masturbando por um bom tempo, além de fazer um barulho esquisito.

Erika Lust / Foto: Caterina Barjau
A terceira história também vale a pena. Married with children mostra um casal aparentemente comum em seu dia-a-dia. Porém, numa noite eles se encontram num quarto e embarcam numa aventura sado-masoquista, onde eles fingem não se conhecer. Também negando a lógica de filmes masculinos, não se bate para machucar. A trilha sonora forte combina muito bem com o enredo.

Na quarta e mais memorável história, A good girl, uma mulher se envolve com um entregador de pizza. O início da relação entre casal chega a ser constrangedor e por isso mesmo fantástico, pois soa muito natural. A atriz numa espécie de expedição explora e narra mentalmente passo a passo a sua aventura com o rapaz desconhecido. O único pormenor do filme é a trilha sonora que mais lembra O Diário de Bridget Jones. Contudo, a atuação primorosa faz com que tudo termine com um orgasmo incrível.  Este é sem dúvida o melhor curta da obra.

O último curta fica por corta de um casal homossexual. É claro que isso pode não agradar o público masculino, mas o filme é feito para mulheres. Em Breakup sex a diretora quis dar um tom artístico e filmou em preto e branco. Acredito que para não chocar seu público Erika não mostrou closes dos rapazes.

Sem dúvida uma obra memorável.

domingo, 24 de julho de 2011

Recomendados

A lista dos filmes que recomendamos está no seção Recomendados (aí na direita) e traz, em nossa opinião, filmes fantásticos e outros nem tanto, mas com boas idéias.

Não se assuste com alguns que figuram a lista, vamos explicar o porque da indicação.

E a lista vai crescer. Aguarde.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O que, porque, como

Cansados de produções de péssima qualidade o blog Cinema em Cama nasce para tentar contribuir com a discussão de um pornô que prima pelo bom gosto, pela boa atuação e a inteligência, características quase inexistentes na maioria das produções atuais.

Há alguns anos o cinema pornô não conta com equipes profissionais, quase não há gente que entenda de cinema. Hoje bastam duas câmeras digitais, meia dúzia de entusiastas, uma casa com piscina e dois dias de gravações.

É um contrassenso chamar de ator quem “participa” de um pornô, pois a esmagadora maioria dos atores simplesmente não atua. Conta-se nos dedos atores ou atrizes capazes de fazer o telespectador acreditar que se está gostando do ato, que há interação de verdade. Não interessa se o homem ou a mulher está gostando do sexo, mas é fundamental que o telespectador acredite nisso. Assim, infelizmente, temos apenas participantes sem o menor compromisso. Basta o homem gozar e a mulher gritar bastante.

Não senhores. Isso não está certo. Não basta para quem já viu o pionerismo das Panteras, a geniosidade de Marc Docel, Viv Thomas e a direção brilhante de Erika Lust.