 |
| Em A Good Girl a boa atuação é destaque |
Um filme brilhante. Difícil definir de outra forma. Mas, antes de falar do filme precisamos falar de seu criador, ou melhor, criadora. Quem assina a obra é Erika Lust, sueca de 34 anos, formada em ciências políticas e feminismo.
Porém, o lado pornógrafa é o que nos interessa. Erika faz filmes para mulheres, pensando apenas em agradar o olhar das mulheres. Mas, ela agrada a todos. Em
Five hot stories for her (2007) vemos a compilação de cinco curtas-metragens com roteiros muito bem elaborados. A atuação dos atores é impressionante. Sem a promessa explícita de orgasmos reais o que se vê são: orgasmos. De verdade? Pouco importa, o que vale é a atuação primorosa que faz o telespectador acreditar na história.
O primeiro curta é uma história entre lésbicas sensacional, que faz lembrar o melhor de Viv Thomas e Anna Span. Trata-se de
Something about Nadia. Uma trama envolvente entre duas personagens principais que aparentemente não tem nada em comum. Uma asiática magra e outra morena bem avantajada e tatuada. Tudo é bem harmônico, da trilha sonora à fotografia, até os orgasmos memoráveis.
Jodetecarlos.com é a segunda história. A mulher de um jogador de futebol que pega seu marido na cama com outra e para se vingar resolve trair o marido com dois homens. Jodete filma sua revanche e coloca na internet. Não, ela não entra na transa com seu marido e a amante. Por isso, essa história foge da lógica de um filme convencional. O que complica essa trama é que um dos atores parece ter dificuldade em ter uma ereção e fica se masturbando por um bom tempo, além de fazer um barulho esquisito.
 |
| Erika Lust / Foto: Caterina Barjau |
A terceira história também vale a pena.
Married with children mostra um casal aparentemente comum em seu dia-a-dia. Porém, numa noite eles se encontram num quarto e embarcam numa aventura sado-masoquista, onde eles fingem não se conhecer. Também negando a lógica de filmes masculinos, não se bate para machucar. A trilha sonora forte combina muito bem com o enredo.
Na quarta e mais memorável história,
A good girl, uma mulher se envolve com um entregador de pizza. O início da relação entre casal chega a ser constrangedor e por isso mesmo fantástico, pois soa muito natural. A atriz numa espécie de expedição explora e narra mentalmente passo a passo a sua aventura com o rapaz desconhecido. O único pormenor do filme é a trilha sonora que mais lembra O Diário de Bridget Jones. Contudo, a atuação primorosa faz com que tudo termine com um orgasmo incrível. Este é sem dúvida o melhor curta da obra.
O último curta fica por corta de um casal homossexual. É claro que isso pode não agradar o público masculino, mas o filme é feito para mulheres. Em
Breakup sex a diretora quis dar um tom artístico e filmou em preto e branco. Acredito que para não chocar seu público Erika não mostrou closes dos rapazes.
Sem dúvida uma obra memorável.