sexta-feira, 29 de julho de 2011

Le Chagrin

O volume de pornografia disponível na web é homérico. Porém, quando se aplica o filtro da qualidade, a quantidade de sites interessantes se torna ínfima. Um desses é o Le Chigrin. Site de fotos pornô artísticas de muito bom gosto.

Durante curtos 14 meses o site detonou conteúdo de altíssima qualidade na web.

É difícil entender porque durou pouco. Mas, vamos rever aqui esporadicamente algumas imagens.

Le Chagrin, 18 de Julho de 2008.

Le Chagrin, 28 de Julho de 2008.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Cleópatra: o expectador no filme

Capa do DVD Cleópatra
Os filmes de Private são feitos com muito profissionalismo. As produções são filmadas em película, fato raro hoje em dia. Trilhas sonoras, figurino e a fotografia são de extrema qualidade. Mas, a grande sacada está na interação do expectador na trama.

Em Cleópatra o expectador sai da condição de voyeur para se juntar à produção. As atrizes olham constantemente para a câmera, o que provoca o expectador, embora no início cause certo desconforto. A produção é cara, com cenários interessantes e figurino rico.

O filme conta com mulheres bonitas e naturais, sem silicone. Os homens são fortes, mas não parecem halterofilistas. Além, disso a maquiagem dos atores é muito bem feita, pois não se vê manchas ou tufos incômodos de cabelos.

Tudo muito profissional, como tem que ser.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Five hot stories for her

Em A Good Girl a boa atuação é destaque 
Um filme brilhante. Difícil definir de outra forma. Mas, antes de falar do filme precisamos falar de seu criador, ou melhor, criadora. Quem assina a obra é Erika Lust, sueca de 34 anos, formada em ciências políticas e feminismo.

Porém, o lado pornógrafa é o que nos interessa. Erika faz filmes para mulheres, pensando apenas em agradar o olhar das mulheres. Mas, ela agrada a todos. Em Five hot stories for her (2007) vemos a compilação de cinco curtas-metragens com roteiros muito bem elaborados. A atuação dos atores é impressionante. Sem a promessa explícita de orgasmos reais o que se vê são: orgasmos. De verdade? Pouco importa, o que vale é a atuação primorosa que faz o telespectador acreditar na história.

O primeiro curta é uma história entre lésbicas sensacional, que faz lembrar o melhor de Viv Thomas e Anna Span. Trata-se de Something about Nadia. Uma trama envolvente entre duas personagens principais que aparentemente não tem nada em comum. Uma asiática magra e outra morena bem avantajada e tatuada. Tudo é bem harmônico, da trilha sonora à fotografia, até os orgasmos memoráveis.

Jodetecarlos.com é a segunda história. A mulher de um jogador de futebol que pega seu marido na cama com outra e para se vingar resolve trair o marido com dois homens. Jodete filma sua revanche e coloca na internet. Não, ela não entra na transa com seu marido e a amante. Por isso, essa história foge da lógica de um filme convencional. O que complica essa trama é que um dos atores parece ter dificuldade em ter uma ereção e fica se masturbando por um bom tempo, além de fazer um barulho esquisito.

Erika Lust / Foto: Caterina Barjau
A terceira história também vale a pena. Married with children mostra um casal aparentemente comum em seu dia-a-dia. Porém, numa noite eles se encontram num quarto e embarcam numa aventura sado-masoquista, onde eles fingem não se conhecer. Também negando a lógica de filmes masculinos, não se bate para machucar. A trilha sonora forte combina muito bem com o enredo.

Na quarta e mais memorável história, A good girl, uma mulher se envolve com um entregador de pizza. O início da relação entre casal chega a ser constrangedor e por isso mesmo fantástico, pois soa muito natural. A atriz numa espécie de expedição explora e narra mentalmente passo a passo a sua aventura com o rapaz desconhecido. O único pormenor do filme é a trilha sonora que mais lembra O Diário de Bridget Jones. Contudo, a atuação primorosa faz com que tudo termine com um orgasmo incrível.  Este é sem dúvida o melhor curta da obra.

O último curta fica por corta de um casal homossexual. É claro que isso pode não agradar o público masculino, mas o filme é feito para mulheres. Em Breakup sex a diretora quis dar um tom artístico e filmou em preto e branco. Acredito que para não chocar seu público Erika não mostrou closes dos rapazes.

Sem dúvida uma obra memorável.

domingo, 24 de julho de 2011

Recomendados

A lista dos filmes que recomendamos está no seção Recomendados (aí na direita) e traz, em nossa opinião, filmes fantásticos e outros nem tanto, mas com boas idéias.

Não se assuste com alguns que figuram a lista, vamos explicar o porque da indicação.

E a lista vai crescer. Aguarde.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O que, porque, como

Cansados de produções de péssima qualidade o blog Cinema em Cama nasce para tentar contribuir com a discussão de um pornô que prima pelo bom gosto, pela boa atuação e a inteligência, características quase inexistentes na maioria das produções atuais.

Há alguns anos o cinema pornô não conta com equipes profissionais, quase não há gente que entenda de cinema. Hoje bastam duas câmeras digitais, meia dúzia de entusiastas, uma casa com piscina e dois dias de gravações.

É um contrassenso chamar de ator quem “participa” de um pornô, pois a esmagadora maioria dos atores simplesmente não atua. Conta-se nos dedos atores ou atrizes capazes de fazer o telespectador acreditar que se está gostando do ato, que há interação de verdade. Não interessa se o homem ou a mulher está gostando do sexo, mas é fundamental que o telespectador acredite nisso. Assim, infelizmente, temos apenas participantes sem o menor compromisso. Basta o homem gozar e a mulher gritar bastante.

Não senhores. Isso não está certo. Não basta para quem já viu o pionerismo das Panteras, a geniosidade de Marc Docel, Viv Thomas e a direção brilhante de Erika Lust.